ENXERTIA DE MARACUJAZEIRO-AMARELO EM PORTA-ENXERTOS TOLERANTES À MORTE PREMATURA DE PLANTAS

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POLO REGIONAL ALTA PAULISTA

ENXERTIA DE MARACUJAZEIRO-AMARELO EM PORTA-ENXERTOS

TOLERANTES À MORTE PREMATURA DE PLANTAS

 


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INTRODUÇÃO

A morte prematura de plantas, provocada pela associação de fungos de solo, nematóides e bactéria, tem-se constituído em um dos principais problemas para a cultura do maracujazeiro no Brasil. Uma das alternativas para o controle desse problema é a utilização de porta-enxertos tolerantes. Os material mais promissor é o Passiflora gibertii.

OBJETIVO

A prática da enxertia na cultura do maracujazeiro tem por objetivo o controle de doenças causadas por patógenos do solo, denominadas de morte prematura de plantas.

MATERIAL E MÉTODOS

A enxertia hipocotiledonar é realizada 25 dias após a emergência das plantas, quando os porta-enxertos e enxertos atingiram cerca de 8 a 10 cm de altura e uma a duas folhas definitivas.

A enxertia pelo método convencional é realizada 60 dias após a semeadura dos materiais, quando as mudas utilizadas como porta-enxerto para o maracujazeiro-amarelo apresentavam haste com diâmetro em torno de 3 mm

 

RESULTADOS

  • A taxa de pegamento dos enxertos foi superior a 90% em P. gibertiie em torno de 80% em P. alata.
  • Plantas enxertadas sobre P. alataforam mais vigorosas que as enxertadas sobre P. gibertti.
  • A maior tolerância às doenças do solo foi observada em P. gibertii, com 91% enquanto que em P. alatafoi de 70%.
  • As produtividades obtidas em plantas enxertadas sobre o P. alatafoi de 37 t/ha e em P. gibertii, 26 t/ha, inferiores ao pé-franco, com 41 t/ha.

CONCLUSÕES

  • A enxertia pode ser utilizada no cultivo comercial do maracujazeiro-amarelo, desde que o porta-enxerto seja compatível com o enxerto.
  • Plantas enxertadas em P. gibertii podem ser recomendadas para áreas com histórico de morte prematura.

 

Contato:

José Carlos Cavichioli
jccavichioli@apta.sp.gov.br
(18) 3521-4800